Sintegração sobre Abertura
Na aula do dia 30/05 foi realizada uma sintegração sobre textos e conceitos relacionados ao conceito de abertura. A dinâmica da discussão foi realizada a partir da divisão em salas, em que cada pessoa possuiria o papel de observador, debatedor ou crítico.
Na primeira sala que participei (sala 4), obtive o papel de observador numa discussão sobre a relação das lógicas finalística, causalística e programática com as novas tecnologias e as possibilidades de potencialização e virtualização. Durante o debate, foram definidas cada uma das lógicas: finalística, a lógica presa ao destino e que oferece menos possibilidades; causalística, a lógica da causa e do efeito, com objetivos limitados e, por fim, programática, a lógica da aleatoriedade, do acaso e como ela pode ser encontrada na função dos objetos. Diante disso, se refletiu sobre alguns exemplos, como a imprevisibilidade de mudanças tecnológicas na arquitetura (como a instalação de cabos de internet em casas antigas) e que deve existir flexibilidade e possibilidade nos cômodos para acomodar essas mudanças, além de como a lógica causalística pode ser pautada numa noção de progresso e desenvolvimento que pode gerar alguns problemas, como as cidades planejadas para os carros e não para as pessoas.
Na segunda sala que participei (sala 7), obtive o papel de debatedor numa problematização sobre as possibilidades na cidade tanto do modelo convencional de arquitetura, pautado por produção–consumo, quanto do modelo alternativo, no qual o ocupante tem papel principal na configuração do espaço que habita. Durante o debate, foi frisada a ideia de que os arquitetos e urbanistas não devem planejar as construções e as cidades somente com base no seu conhecimento técnico, mas sim sob uma lógica de flexibilidade e que proporcione interação com as pessoas daquele lugar, de modo que elas também participem desse processo de construção. Levantou-se também uma problematização sobre até que ponto é possível levar essa ideia de abertura e flexibilidade.
Na terceira sala que participei (sala 11), obtive novamente o papel de debatedor numa problematização sobre a proposta de obstáculo no contexto da abertura de possibilidades. Durante o debate, foram discutidas como o surgimento de novos objetos facilitadores resolvem os obstáculos já impostos mas também criam obstáculos em si mesmos. Foi possível relacionar essa ideia dos obstáculos criados pelos objetos com uma das primeiras discussões da disciplina, que envolvia a superioridade dos objetos sobre os humanos.
Na última sala que participei (sala 13), obtive o papel de crítico numa discussão sobre objeto, não-objeto e quase-objeto. De modo geral, os debatores tentaram definir cada um desses conceitos. Um exemplo citado durante a discussão em que um objeto perde sua funcionalidade a partir de um deslocamento foi o mictório da obra A Fonte, de Marcel Duchamp. Como crítico, acredito que a discussão foi produtiva e ajudou a clarear as noções dos conceitos, mas os debatedores tiveram um pouco de dificuldade com as definições, principalmente do conceito de quase-objeto.
Enfim, acredito que a sintegração foi uma experiência positiva e que cumpriu seus objetivos. De modo geral, todos os alunos conseguiram participar e assumir os diferentes papéis, assim como senti que durante as discussões foi possível agregar com colocações de discussões anteriores. Ademais, foi possível compreender melhor a noção de abertura e os conceitos apresentados pelos textos.
Comentários
Postar um comentário